Última Vacina

IMG_8211Hoje foi o dia da última vacina! Aêeeeeeeeee!!! Daqui a alguns dias podemos passear!!!

Hoje quando levamos pra vacinar, já compramos uma coleira e uma guia (depois posto foto na página do fb) afinal, logo logo o Bacon vai poder passear por aí e fazer novos aumiguinhos. O Bacon é meu primeiro cachorro, então tudo é novo pra mim. Assim que cheguei em casa, coloquei a coleira nele, porque ele precisa ir se acostumando né? Mas aumigos, esse cachorro virou um demônio!!! Corria pela casa e se jogava no chão, por causa da coleira, aí ficava coçando e tentando morder pra tirar, eu não sabia se ria ou se tirava a coleira dele, mas aí chamei ele pra brincar e ele se distraiu um pouco.

Quando coloquei a guia o problema piorou, a gente comprou aquelas que parecem uma corda, assim que coloquei ele se jogou no chão pra conseguir morder a guia e não soltava por nada. Ganhei vários arranhões pra conseguir tirar da boca dele. Aos poucos fui dando petiscos e ele foi ficando mais quietinho, saí com ele no passeio e deixei ele ir aos poucos, cheirando tudo, mas sempre controlando pra ele ficar ao meu lado. Às vezes ele sentava no chão e ficava coçando e tentando tirar a coleira, aí eu puxava pra ele vir andando, ele sufocava e eu cedia. Ficamos menos de 10 minutos lá fora, mas acho que fazendo isso todo dia e bem aos poucos ele vai se acostumando, pelo menos foi o que li.

E o drama da desinformação continua. Todo mundo na rua pergunta se é pit bull (quando não afirma) e falam que é violento. Isso é muito chato! Enfim, agora vou colocar algumas fotos que tirei semana passada e não postei e outras que tirei hoje com a coleira nova. Beijos e lambidas.

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Wanila Goularte

Primeiras semanas

Quase três semanas depois de receber meu filhote, aqui estou eu. Várias vezes eu pensei em escrever aqui, mas não sabia exatamente o que contar. Eu e o bacon temos uma relação -intensa- de amor de ódio.

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No primeiro dia, assim que o pegamos na casa do criador e levamos para a casa do Lorram, toda a família se apaixonou (mesmo com o xixi que ele fez no tapete da minha sogra). Quando chegamos na minha casa, brincamos muito até ele ficar bem cansadinho e dormir… mas logo ele acordava pronto pra brincar de novo. O grande problema foi durante a noite. O Lorram foi pra casa e eu fiquei sozinha (com a minha mãe) e o Bacon. Li em vários sites e o Lorram me avisou 500 mil vezes que se ele chorasse durante a noite, eu não podia ir até ele. Então ele começou a chorar, chorar muito, gritar e não parava muito. Eu não consegui e fui ver o que estava acontecendo, resultado: ele tinha prendido a cabeça entre a perna da cama e a parede (porque ele está ficando no quarto de hóspedes enquanto não pode ficar no quintal). Tirei o coitado de lá e fiquei com ele até ele pegar no sono. No outro dia ele chorou menos, no outro ainda menos e hoje graças a Deus não chora mais durante a noite.

Nossos momentos de amor (que são a maioria) são os melhores! Como eu nunca tive cachorro, costumo falar que perto dele minha idade mental é 7. Como vou pra escola de manhã e trabalho durante a noite, procuro brincar muito na parte da tarde. Semana passada ele conquistou as crianças da vizinhança, quando estávamos brincando na varanda, dois menininhos vieram no portão querendo passar a mão e dizendo coisas do tipo “aah, que fofo! que gracinha!” e logo depois acrescentou: “Eu tenho um rottweiler, ele é preto e caramelo!”. Mas também tem os vizinhas chatas… Uma delas estava passeando com o netinho, que deve ter no máximo dois anos, quando ele viu o Bacon, veio pra perto do portão querendo passar a mão. Quando a avó viu, pegou o menininho no colo e disse “Esse aí é pitbull né?” Eu disse que não, que era um bull terrier, mas ela não acreditou! “É pitbull sim! Tem cara de pitbull, rotweiler!” E aí você vê como a pessoa entende das coisas, ela quis dizer que pitbull e rotweiler são parecidos?? Depois disso ela saiu com a cara fechada. Fazer o que né?

Nossos momentos de ódio são sempre pelos mesmo motivo: mordidas. Como qualquer filhote, ele alterna longos períodos de sono com algumas poucas horas de MUITA energia, e essa energia toda ele gasta mordendo. Ele tem os brinquedos pra morder, mas prefere minhas roupas, meus tênis, o sofá, a mesinha e principalmente: EU. Estou com incontáveis marcas nos braços e nos pés, mas já estou aprendendo a controlar a vontade de mandá-lo pro Instituto Royal e simplesmente falar NÃO. Às vezes eu e o Lorram ficamos bem bravos por causa de xixi e cocô no lugar errado, mas sabemos que isso vai durar um tempo ainda. O mais engraçado é que: colocamos jornal em um canto do quarto em que ele fica; pra fazer xixi ele não está nem aí, quando dá vontade faz, independente de onde esteja. Já o cocô, é um problema um pouco menor. Quando ele está preso no quarto, faz ao lado do jornal, nunca em cima, ainda estou tentando explicar que o certo é em cima, mas ele não entende! Mas quando ele está solto, faz em lugares diferentes da casa.

Enfim, nossa vida mudou muito com esse bebê, e eu estou amando! Mesmo quando ele acorda as 5:30 da manhã e começa a latir. Espero ter muitos anos ao lado do meu cachorro, ainda estou descobrindo sensações novas já que é o meu primeiro, mas garanto que não será o último.

Esse fim de semana fui almoçar na casa do Lorram e levei ele junto, na hora de voltar pra minha casa, viemos a pé e o Lorram o levou no colo, no meio do caminho, ouvimos uma menininha gritar: “Gente, um porcoooo!” 

Hahaha, entre essas e outras fico por aqui, beijos meus e lambidas do gordinho. Até a próxima.

Wanila

Bacon

Eu não sei ao certo quando surgiu a ideia de ter um bull terrier, mas acho que foi a melhor ideia que nós já tivemos. Eu sou a Wanila, e namoro o Lorram há dois anos e acabamos de comprar o nosso filhote, o Bacon.
O Lorram é apaixonado por cães e já teve alguns, eu também sou apaixonada mas nunca tive. Pode parecer meio loucura nosso primeiro filhote ser um bull, já que ele vai passar a maior parte do tempo na minha casa, mas nós resolvemos arriscar.
Não foi assim de cara que decidimos ter um bull. Pra ser sincera, eu achava que os bulls eram extremamente feios e parecidos com porcos. (E eu tenho medo de porco.) Eu queria muito um bulldog francês, mas o tempo foi passando, fui vendo foto de filhotes e me rendi a essas carinhas lindas.
Começamos a nossa procura por nosso filhote. Encontramos vários na internet, mas sempre rolou o medo: e se não tiver pedigree? E se acontecer algo quando vier de avião? Levamos um bom tempo até descobrir que tinha um criador na cidade, até que descobrimos o Wallyson. E ele foi meio que um “anjo” na nossa vida.
Foi super simpático e nos chamou pra conhecer os filhotes, e quando cheguei lá e vi aquela coisinha branca com manchinhas nas orelhas, me apaixonei.

Bacon

Nesse dia fomos embora decididos a ficar com ele, mas quando chegamos em casa e fomos analisar as coisas, percebemos que seria mais difícil do que tínhamos pensado. Temos que colocar grama no quintal, comprar grades e portõezinhos, construir uma casinha… Ligamos pro criador e dissemos que não ficaríamos com ele. Chorei. Chorei MUITO.
A semana passou e a gente não conseguia pensar em outra coisa que não fosse aquele filhote com aquelas manchinhas nas orelhas… Conversamos de novo e decidimos que não dava, aquele era mesmo o nosso bacon! Liguei pro criador e perguntei se ele ainda estava com o filhote, ele me disse que estava quase vendendo pra SP, mas no final, vendeu outro e guardou nosso bebê pra gente.
Hoje fizemos a segunda visita e ele já está bem crescidinho. Por enquanto é um cão bem tranquilo (para um bull), comparado com os irmãos dele, e nós amamos isso!
Bacon
Agora, esperamos ansiosamente até sábado, quando vamos poder trazer nosso filhote pra casa, e realizar nosso sonho!

Wanila Goularte